Um amigo perdeu um filho e eu escrevi essa crônica

                                                

 

                                       CRÔNICA: Em meio à dor o amor

                                       Autor: Val Marks

 

amor-dor2Eles foram felizes, mas tudo acabou. Agora cada um vai para o seu lado. O tempo passa. Eles encontram outros corações e se apaixonam, mas algo ainda mostra que eles um dia irão voltar a estar juntos novamente.

O pequeno fruto do amor, já estava crescendo. 10 anos era sua idade. Força, vitalidade, beleza e alegria.

Um dia brincando na rua, um carro desgovernado bate nele. A mãe desesperada corre. É seu filho quase morto que está estirado no chão.

No hospital, tudo feito. Não deu certo. Ele falece. No auge dos 10 anos. A mãe em prantos clama por justiça. O pai aparece e sabe da notícia.  Falta pouco pra desmaiar, pressão aumenta, chora…

É triste a cena…

Um dia chega e eles conversam. Culpam-se. Incriminam-se. Mas nada disso o traria de volta. É triste a dor da perda.

A MULHER dele não sente ciúmes, mas percebe uma coisa estranha. Ele está muito próximo dela. Ele começa a se afastar de sua esposa. Enfim acabam…

A chance de ele voltar pra ela é agora. Em meio à dor, surge o amor. Um momento para reconquistar quem nunca deveria ter perdido. Eles voltam. Agora ao inicio de tudo. O que passou, passou. Ela num lance e outro engravida.

O tempo passa. 9 meses chegam. Então nasce uma menina. Linda, meiga, princesinha. E sua chegada traz alegria. A vida está completa: papai, mamãe e ela.  O nome? Só o tempo dirá. Ainda não encontraram um que combine com essa  dádiva divina.

 

Autor: Val Marks . Fotógrafo, radialista, diretor de agência de modelos, jornalista, acadêmico de pedagogia e escritor quando surge a inspiração.

Anúncios

Mais uma vez voltando a escrever. Quero destacar esta crônica.

viagem-carroCrônica :  A viagem

Autor: Val Marks

Ele antes de deitar conversa com sua esposa. Abraça – a, beija seus cabelos brancos e a convida para viajar até a terra natal do casal. Ela concorda. Vão dormir.

Acordam cedo arrumam algumas poucas malas e dirigem – se ao carro. Caetano liga seu velho opala e ele demora a funcionar, mas dá a partida. Vão embora. Lá pelo meio do caminho, o opala quebra.

Chateado ela diz a Rosalina, que o motor não está dando esperança de continuar a viagem. Rosa, calma. Senta na beira da estrada a espera de um socorro para o carro deles. Nesse interim um caminhoneiro passa. Eles acenam. O motorista para.

Depois de explicar o acontecido, resolvem deixar o automóvel lá e seguir destino com aquele homem. Entre uma conversa e outra descobrem que ele vai para o mesmo lugar que eles. Ficam felizes.

Finalmente chegam. Agradecem ao moço. Numa praça sentam – se colocam as malas ao lado e começam a observar a igreja lá na frente. Um cão vira – lata vem recepciona- los. Ao longe observam que tem um sacristão na porta da antiga igrejinha conversando com uma beata.

Decidem ir até ele. Perguntam pelo padre Dionísio. A resposta é triste. O sacerdote há uma semana havia falecido já era muito idoso. Havia pouca gente na rua, crianças quase não existiam. A cidade estava de luto. Muitos fiéis estavam em seus lares, chorando a morte de Dionísio.

Mais de 30 anos se passaram e nessa tentativa de relembrar os momentos eles veem que ali muita coisa mudou. Pensavam que ali ainda existia, alegria, tranquilidade…. Nada era igual.

Poucos dias ali foram suficientes para ver o quanto aquele local era diferente. Não era aquela cidade que eles viveram três décadas. É fim de tarde, cansados de andar. Sentam no mesmo banco. Abraçam-se e choram…

Já são 6 h da manhã, Caetano, se levanta vai até a cozinha e encontra sua companheira ainda de camisola, cabelos soltos, preparando o café. Rosa! Chama ele. Esta noite tive um sonho e começa a contar. Ela diz: Um dia a gente fará essa viagem de volta. Um dia de volta. Um dia…